Rodrigo Constantino – A Corrupção da Inteligência, de Flávio Gordon

Rodrigo Constantino comenta "A Corrupção da Inteligência", obra onde o antropólogo Flávio Gordon mostra como a esquerda contribui para destruir a lucidez e minar todas as formas de coerência em nossa cultura, incluindo o jornalismo e a universidade. Acesse aqui a descrição completa.


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Descrição

Neste vídeo da Gazeta do Povo publicado originalmente em 22 de outubro de 2017, temos uma exposição onde o economista e articulista brasileiro Rodrigo Constantino comenta A Corrupção da Inteligência: Intelectuais e Poder no Brasil, obra onde o antropólogo Flávio Gordon mostra como a esquerda contribui para destruir a lucidez e minar todas as formas de coerência em nossa cultura, incluindo o jornalismo e a universidade.

Mais recentemente, o livro de Gordon voltou a entrar em evidência quando, segundo o Portal Metrópoles, a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde Jair Bolsonaro se formou em 1977, retirou-o de sua lista referências bibliográficas. Até o final de 2024, o livro constava como material de estudo recomendado pela instituição.

Segundo Rodrigo Gurgel, longe de ser apenas uma análise do presente, A Corrupção da Inteligência é um mergulho na degradação intelectual e cultural do Brasil. Gordon, doutor em antropologia social e colunista da Gazeta do Povo, estrutura sua obra a partir da constatação de que a hegemonia cultural da esquerda no país vem minando a capacidade de pensamento independente e crítico. Trata-se de um fenômeno que não apenas moldou o ambiente acadêmico e midiático, mas também abriu as portas para uma inflexão ideológica em todas as esferas da sociedade.

O livro se insere como uma consequência direta do trabalho de Olavo de Carvalho, cuja obra O Imbecil Coletivo (1996) teria sido o estopim para a fissura da então inabalável dominação ideológica de esquerda. Gordon reconhece que sem esse precedente, sua própria investigação não teria sido possível. Com um olhar crítico e documentado, ele expõe o impacto da manipulação ideológica na educação, nas artes e na imprensa, identificando padrões de comportamento e estratégias discursivas que minam a pluralidade de ideias.

A obra denuncia o alto índice de analfabetismo funcional nas universidades, a politização dos currículos escolares e a intolerância acadêmica a opiniões divergentes, processo que, segundo Gordon, é ainda mais pernicioso pois seus responsáveis são justamente os que controlam o discurso público: os intelectuais. Assim, cria-se um círculo vicioso em que o pensamento hegemônico se autoalimentária, impedindo que outras perspectivas tenham espaço no debate.

Um dos pontos mais contundentes do livro é a análise sobre o jornalismo e a academia, considerados os setores mais visíveis dessa corrupção intelectual, com o autor apontando como a linguagem jornalística se tornou hesitante e enviesada, distorcendo fatos para não contrariar preceitos do moralismo ideológico. Da mesma forma, a universidade, sob o pretexto de uma inclusão discursiva, estabelece regras de pensamento e vocabulário que eliminam a possibilidade de verdadeiro debate.

Contudo, Gordon não se limita a apontar falhas externas. O livro também assume um caráter introspectivo, pois o próprio autor revisita sua trajetória e mostra como ele mesmo foi influenciado e replicou certas ideias antes de desenvolver uma visão crítica. Essa abordagem confere à obra um tom de testemunho, enfatizando que a busca pelo conhecimento deve ser um processo contínuo e não uma mera adesão a dogmas.

Ao longo de suas páginas, A Corrupção da Inteligência rejeita fórmulas prontas e discursos repetitivos e propõe um desafio ao leitor: libertar-se das amarras ideológicas e cultivar um pensamento verdadeiramente independente. Trata-se, sem dúvida, de um livro que provoca reflexões profundas sobre o papel da intelectualidade e a necessidade de se resgatar a lucidez em tempos de narrativas polarizadas.

Sinopse do livro

O livro que explica, com clareza e precisão, a atual crise brasileira.

Na última década, os brasileiros viram-se submetidos a um processo de corrupção endêmica e institucionalizada sem precedentes. Entre mensalões e petrolões, a nação assistiu embasbacada enquanto corruptos e corruptores descreviam, em tom de banalidade, alguns dos esquemas que possibilitaram o desvio de bilhões de dólares dos cofres públicos e, mais do que isso, a transformação do Estado e de suas instituições em instrumentos úteis aos interesses partidários mais sórdidos.

O Brasil que o PT criou é perigoso, feio, miserável e insustentável. Mas o que tornou tudo isso possível? O que possibilitou a chegada de figuras como Lula e Dilma Rousseff ao poder? O que entorpeceu a alma da sociedade brasileira tão profundamente para que ela se permitisse representar por personalidades tão toscas e malformadas? Quais são as raízes mais profundas da crise que aflige a nação? E qual foi o papel dos intelectuais brasileiros nisso tudo?

Estas são algumas das perguntas que o antropólogo e analista político Flávio Gordon busca responder, com invejável coragem e brilhantismo, nesta investigação vigorosa que o leitor tem em mãos. Dentre os muitos livros que buscam explicar a atual crise brasileira, nenhum tem a clareza, a precisão e a força explicativa que encontramos em A corrupção da inteligência.

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