Olavo de Carvalho – A burrice e o desprezo pelo conhecimento por parte do brasileiro

Olavo de Carvalho expõe e comenta a burrice e o desprezo pelo conhecimento por parte do brasileiro que assola todas as camadas sociais. Salienta também o terrível vício de dar palpite sobre todo e qualquer assunto. Acesse aqui a descrição completa.


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Descrição

Respondendo à pergunta de um ouvinte, Olavo de Carvalho (1947-2022) expõe e comenta a burrice e o desprezo pelo conhecimento por parte do brasileiro. Este foi um trecho retirado de um episódio da extinta série de podcasts apresentada por Olavo, o True Outspeak originalmente publicado no dia 23 de janeiro de 2007.

O filósofo salienta não apenas o desprezo objetivo pelo conhecimento que assola todas as camadas sociais brasileiras, como também o terrível vício de dar palpite sobre todo e qualquer assunto, e também cita exemplos de intelectuais que eram sinceros na busca pelo conhecimento, mas foram criminosamente boicotados no Brasil, e também a mentalidade dinheirista que é generalizada por estas bandas.

O desprezo pelo conhecimento no Brasil: um problema cultural

Olavo de Carvalho começa seu discurso apontando um problema profundo: o brasileiro, em geral, tem horror ao conhecimento, e prefere dar palpites e expressar sensações, em vez de buscar um entendimento real e estruturado. “O brasileiro só faz isso, tá certo, ele está no nível de comunicação de um cachorro“, afirma.

Essa atitude reflete uma cultura que valoriza mais a opinião imediata do que o estudo profundo, o que seria desesperador, especialmente quando comparado a outros povos, como os que Olavo conheceu ao morar em países como a Romênia e os Estados Unidos. Lá, as pessoas demonstram uma vontade genuína de aprender, algo que, no Brasil, parece ausente.

A inveja e o boicote aos intelectuais

Outro ponto levantado no trecho é a inveja que muitos brasileiros sentem de quem se dedica ao conhecimento. Mencionando figuras como Mário Ferreira dos Santos e Villa-Lobos, grandes nomes da filosofia e da cultura brasileira, Olavo dá exemplos de intelectuais de grande magnitude que foram alvo de desprezo e boicote.

Essa inveja, segundo Olavo, é destrutiva e reflete uma mentalidade que não suporta o esforço intelectual alheio. Em vez de valorizar quem se dedica, a sociedade brasileira muitas vezes ridiculariza ou marginaliza esses indivíduos, criando um ciclo de ignorância que perpetua o problema.

O vício de dar palpite sem fundamento

Um dos maiores vícios apontados no fragmento é o hábito brasileiro de opinar sobre tudo sem ter o menor embasamento, o que seria reflexo de uma cultura que confunde diploma com conhecimento e busca privilégios sem o esforço correspondente.

Olavo também destaca que, na filosofia, por exemplo, interpretar um texto exige mais do que pegar frases soltas. É preciso buscar a unidade do pensamento do autor, algo que, no Brasil, poucos são capazes de fazer. “No Brasil, eles (professores de filosofia) não são capazes de juntar, pegar a unidade de um livro”, observa, enfatizando a superficialidade das leituras e interpretações locais.

A mentalidade dinheirista e a falta de compromisso com o estudo

Outro aspecto crítico levantado por Olavo é a mentalidade dinheirista que domina o Brasil. Muitas pessoas só estudam em função de um diploma que possa garantir um emprego ou status, e não por uma busca genuína pelo saber.

Trata-se de uma visão utilitarista do conhecimento agrava que ainda mais o problema, pois desvaloriza o aprendizado como um fim em si mesmo. Para Olavo, isso explica por que o Brasil continua sendo o “país do futuro” – uma profecia que nunca se realiza, como ele ironiza ao citar o escritor Stefan Zweig, que, após escrever sobre o Brasil como o país do futuro, cometeu suicídio, desiludido.

Por que isso importa?

O discurso de Olavo de Carvalho não é apenas uma crítica, mas um alerta de que, enquanto o Brasil não superar essa cultura de desprezo pelo conhecimento e valorizar o esforço intelectual, estará condenado a estagnação.

Para quem acompanha ou estuda filosofia, cultura e sociedade, as palavras de Olavo oferecem uma análise dura, mas necessária, sobre os vários desafios enfrentados pelo Brasil no campo intelectual.

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